“A Garota do Penhasco é um romance que enreda o leitor através de vários fios: a história de Grania Ryan e sua querida Aurora Devonshire, a garota do penhasco, nos fala sobre mudança de vida.
A história das famílias Ryan e Lisle é um lindo conto sobre um século de mal-entendidos e rancor entre inimigos que se acreditam enganados por falcatruas financeiras.
O caso de amor entre Grania Ryan e Lawrence Lisle comove por sua delicadeza e força vertiginosa que culmina em imensa tristeza.
Mas, sobretudo, A Garota do Penhasco é um livro que mostra como é possível encontrar uma finalidade, um propósito, quando todas as esperanças parecem perdidas.”

Editora: Novo Conceito
Autora: Lucinda Riley
Ano da 1ª publicação: 2011
Ano desta edição: 2013
Gênero: Romance histórico
Páginas: 526
Grania Ryan sofreu uma grande decepção em Nova York. Irlandesa, artística, independente, teimosa e muito decidida e determinada; ela havia se mudado para a “big apple” para alavancar sua carreira como escultora. Humilde, nunca realmente se encaixou nos ciclos sociais da alta elite, preferindo sempre manter-se com seus amigos artistas que também estavam tentando crescer na vida.
Mal sabia ela que se apaixonaria por um nova-iorquino, herdeiro de uma das famílias mais abastadas do local. E ele seria o primeiro a se apaixonar (o famoso “he fell first and harder”). O relacionamento foi um desafio que eles sempre conseguiam superar e por oito anos permaneceram firmes em uma união estável. Grania, por algum motivo interno, não queria se casar; Matt aceitou a condição para permanecer com a amada, contudo, quando ela começa a sentir vontade de constituir uma família, o rapaz não poderia ter ficado mais feliz. Eles começam a tentar e o objetivo é alcançado, Grania engravida e tudo parecia ir as mil maravilhas… até que um aborto espontâneo interrompe o paraíso a dois que eles tinham construído. O preconceito da família rica de Matt para com as origens irlandesas humildes de Grania também não ajuda e a descoberta de uma mentira faz com que a moça decida fugir de volta para a sua terra e a casa de seus pais.
Passando por um momento difícil, ninguém sabe o que realmente a fez fugir para os recantos da Irlanda… ela não contara o real motivo para ninguém, e Matt - desesperado por consertar o que quer que estivesse errado - não desiste de tentar entrar em contato com a mulher, ligando para ela todos os dias no mesmo horário (ainda que ela não aceitasse falar com ele). A rotina de Grania era a mesma todos os dias na casa de seus pais - acordar, ajudar a mãe a cuidar da casa e correr na encosta do penhasco próximo de sua casa, aproveitando a tranquilidade da trilha para pensar na sua vida e no que fazer a seguir. Nada indicava que sua situação ia mudar… até ela encontrar uma menininha de aproximadamente 8 anos, com cabelos da cor do fogo, perto da beira do penhasco.
Preocupada com o risco que a criança corria, Grania se aproxima e a pequena parece acordar de um transe. Assustada, ela foge montanha acima até a casa de Dunworley - patrimônio da família Lisle há séculos (clã que era dono de todas aquelas terras). Ao chegar em casa e contar o ocorrido à sua mãe, esta reage de maneira forte e estranha. A mãe da moça revela que a história ds famílias Ryan e Lisle esteve conectada há séculos e que o clã havia destruído duas gerações deles. Tudo piora quando Grania e Aurora - a menina - se reencontram e estabelecem uma amizade incomum. A conexão entre as duas era evidente e Grania que tinha perdido um filho liga-se a Aurora, que tinha perdido a mãe.
Observando estes acontecimentos, a mãe de Grania se preocupa que a história trágica das famílias se repita…
Após uma sucessão de acontecimentos, Grania torna-se “babá” de Aurora na ausência do pai da menina, Alexander era um homem misterioso, bonito e sombrio; fechado e distante, sua forte presença chama e atrai a atenção da moça que, apesar do que sofrera em Nova York e de ainda amar Matt, não é capaz de evitar o interesse que começa a nutrir sobre o pai da criança.
A presença de Grania na casa grande dos Lisles perturba a mãe dela; por este motivo, a matriarca dos Ryan sente a necessidade de revelar a história por trás da ligação entre as duas famílias e o que fez com que se tornassem inimigas. Sendo assim, nossa protagonista recebe um maço de cartas antigas que sua bisavó, Mary, teria trocado, revelando todo que ocorrera no início do século XX. Embarcamos então em uma viagem no tempo e a narrativa, a todo tempo, vai para o início dos anos 1900 e retorna para o início dos anos 2000.
Mary era uma jovem órfã que foi criada em um convento, ao atingir a idade necessária pede permissão para sair e conseguir um trabalho como funcionária da casa grande de Sebastian Lisle (irmão mais novo de Lawrence Lisle, herdeiro da família). Letrada, responsável e batalhadora, Mary se esforça no seu trabalho, solitária, conhece Sean Ryan - filho da família que habitava uma pequena e humilde casa nas terras dos Lisles. Eles se apaixonam e planejam toda uma vida juntos…, até que ele é convocado para servir na 1ª Guerra Mundial em 1914. Os perigos da guerra assolaram aquela geração e definiu as suas decisões.
Sozinhas e cheia de incertezas quanto ao futuro, Mary decide aceitar a vaga de emprego que Sebastian lhe oferecera na casa de Londres, que era adminstrada por seu irmão mais velho - Lawrence. Ao chegar, ela precisa se adaptar à nova rotina, seus afazeres são mais pesados e suas obrigações maiores. 1915, 1916, 1917, 1918… os anos da guerra passam lentamente, e Sean não retorna. Mary, já tão acostumada ao abandono e à solidão, conforma-se com seu destino e permanece em sua posição… até que Lawrence Lisle - que havia passado todos aqueles anos na Rússia retorna (e acompanhado). Ele trazia consigo um bebê, cuja origem seria um segredo guardado a 7 chaves.
Mary recebe uma nova tarefa: deveria criar e educar a criança que recebera o nome de Anna. A ligação entre Grania e Aurora seria a mesma que a ligação entre Mary e Anna: eterna e inquebrável.
Após diversos desafios, incertezas e mentiras, de uma coisa podemos ter certeza: Mary e Anna eram tal qual mãe e filha - não em aparência, mas em coração e alma. Anna cresce, realiza seu sonho, afasta-se daquela que a criou como se fosse sua, desvia do caminho bom… torna-se outra, completamente diferente daquela menininha que uma vez pedira o afeto de Mary, que o entregou sem reservas. A mulher também amadurara, constituíra família, casou-se e teve uma filha biológica. Ao final, todos, por circunstâncias diferentes, retornaram ao local onde tudo começou: West Cork, Irlanda, na baía de Dunworley.
A conexão entre as famílias não termina por aí, pois Anna também se casa com um personagem relevante da história, e tem uma filha a quem chama de Lilly - a mãe de Aurora. Lilly e a mãe de Grania foram criadas juntas, afinal esta última era filha de Sophie - filha de Mary - e do sobrinho de Sean (conectando-as à família Ryan). Após uma adolescência de brincadeiras e bons relacionamentos, um evento trará o rancor de volta à tona e afastará as duas famílias definitivamente.
No presente, Alexander e Grania se aproximam cada vez mais, e um pedido inesperado pode mudar todos os planos para o futuro que a protagonista tinha até então. As duas famílias serão ligadas afetuosamente uma vez mais, e Grania e Aurora poderão mudar o destino - evitando que a história de dependência e ingratidão se repita uma terceira vez.

Eu carrego uma certa afeição por este livro, já que ele foi o que me deu o start para embarcar de vez no meu amor pela leitura e pela Literatura.
Li essa obra pela primeira vez quando tinha apenas 12 anos - e senti raiva do Matt. Reli este livro diversas vezes entre os meus 12 e 13 anos (era o meu queridinho “mata-moscas”, até então o maior livro que tinha em minha estante, posição há muito desbancada por Contos de Fadas de Andersen). Hoje, com 25 anos posso reafirmar meu desgosto por este personagem.
Mantenho firme a minha opinião de que Grania e Alexander formam um par muito mais interessante e com potencial do que Grania e Matt.
Ships à parte, A Garota do Penhasco é uma narrativa que trata de traumas geracionais, amor, abandono, superação e a necessidade de sempre ser a melhor versão de si mesmo - não por você, mas pelos outros. Se doar sem reservas, amar como se não houvesse amanhã, por que talvez não haja. Enfrentar os desafios que a vida coloca em seu caminho de cabeça erguida, com sinceridade, honestidade e dignidade, ser humilde e nunca desistir. Nunca desistir dos sonhos? Também, mas principalmente: nunca desistir da vida!
É uma história que me tocava naquela época e continua me tocando hoje - e tenho certeza que se você der uma chance, de igual maneira encontrará algo mágico nele.
Sendo assim, aproveite o melhor de Lucinda Riley!
Lucinda Riley

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