As Crônicas de Elementos - Livro 1: A Profecia

“Em Éden, um mundo onde deuses e forças elementais moldam o destino, o equilíbrio está prestes a ser quebrado novamente. No passado, a traição da Escuridão trouxe destruição, e agora, uma antiga profecia anuncia seu retorno.

Caleb Crost, o príncipe da Terra, enfrenta batalhas dentro de sua própria linhagem. Adiel Watters, líder da Água, ambiciona o controle absoluto. Ming, a Vermelha, busca uma paz frágil, enquanto Zaroh Fênix, do Fogo, almeja sua ascensão a qualquer custo.

Mas a verdadeira ameaça se aproxima: Morth, o Senhor da Escuridão, está prestes a ressurgir, trazendo guerra e devastação. Apenas a união dos elementos poderá impedir a destruição total de Éden.

Os líderes elementais podem superar suas rivalidades e salvar o mundo, ou serão consumidos pela Escuridão?

A guerra pelo destino de Éden começou. De que lado você estará?”

Informações:

Editora: ———

Autor: Renato Lion

Ano da 1ª publicação: 2015

Ano desta edição: 2024

Gênero: Fantasia

Páginas: 501

“Às vezes, garoto, um retrocesso te leva para lugares que você nem imaginaria.”

Em um reino fantástico chamado Éden, os povos e nações vivem em uma harmonia parcial. Descedentes dos 6 elementos derivados de Elementor (Fogo, Água, Terra, Ar, Escuridão e Luz); cada território possui suas riquezas, hierarquia social, política, economia e poder. Mesmo em conflitos ocasionais, todos prosperam ao seu modo.

Contudo, como diz o ditado “nem tudo são flores”. No passado distante, um conflito entre dois elementais ocorreu - o que desencadeou uma punição e uma revolta por milênios: a Escuridão matou a Luz e, como consequência, seu povo perdeu completamente os poderes, tornando-se meros humanos em meio a povos dominadores dos elementos.

Em Crônicas de Elementor - A Profecia, o leitor é introduzido a um mundo complexo e com muitos personagens importantes, cada um com a sua própria história para contar.

Do lado da Água, temos Adiel Watters e sua família. O homem acabara de ser nomeado presidente de seu povo após um tenso período de eleições - e as coisas não iriam melhorar, muito pelo contrário, as tensões apenas se elevariam. Acordos matrimoniais, golpes e insurgentes, além de conflitos familiares permearão o curso desse personagem. Em sua nação há um grupo de pessoas que briga pela separação do reino, provocando ataques, orquestrando sequestros e, inclusive, assassinatos. A situação vai a um extremo quando a filha mais velha de Adiel descobre ter poderes ligados ao gelo - algo abominável, por mais curioso que seja, para o povo da água; ainda há a situação de um dos filhos de Watters, que torna-se membro da guarda e, por conta de sua inexperiência, é atacado covardemente durante uma noite no centro de treinamento.

Do lado do Fogo, Zaroh Fênix também enfrenta desafios em seu governo. Graças ao conflito com o povo da Água, sua nação destá com uma extensa dívida, a qual eles não têm como pagar. Não apenas isso, mas a usina que fabricava a riqueza de seu povo foi forçadamente fechada há anos, por odem do povo da Água, devido ao seu alto índice de poluição. Fome e pobreza assolavam as suas terras e, por conta disso, não encontrando uma saída para melhorar a situação de seus súditos e aceitando o conselho questionável de seu cunhado, Zaroh decide reabrir a usina e correr o risco de uma guerra declarada entre o fogo e a água. Contando com o apoio dos exércitos aliados, Zaroh Fênix não poupará esforços para vencer a guerra contra Adiel Watters e manter seu poder sobre seu reino.

“Fugir não era uma opção.”

Já no reino da Terra, Caleb Crost vive um dilema: seu pai - Basílio Crost -, um poderoso guerreiro e líder, arranjara um casamento de aparências para o herdeiro, seria uma maneira de fortalecer sua dinastia e firmar alianças com uma família importante para seu povo. O que ele não esperava era que o rapaz já estivesse envolvido romanticamente com outra pessoa, de posição inferior à sua própria, trazendo vergonha ao nome da família por conta do status e da relação em si. Denunciado pela própria irmã que almejava ascender ao trono, Caleb enfrenta um momento traumatizante, é preso e precisa tomar uma decisão definitiva para sobreviver àquele ambiente.

No reino do Ar, Ming, a Vermelha, é a candidata mais proeminente para ascender à posição de líder no lugar da sacerdotisa; fiel, inteligente, decidida e muito talentosa ao manusear seu poder, era claramente a preferida. Uma inclinação, entretanto, colocará tudo a perder: Ming tinha empatia para com os humanos, os mortais que eram vistos como inferiores e descartáveis pelos dominadores por conta de suas origens. Ming havia sido enviada em uma missão - capturar Rob Drono (o principal escravagista da época) -, mas no momento crucial, sabendo do ponto fraco de sua inimiga, o vilão faz uma menina de refém. Ming o deixa escapar, pensando em proteger a moça, porém logo inicia uma perseguição implacável em companhia do irmão mais velho da refém. Nesse meio tempo, os dois se apaixonam e vivem um rápido romance. Ming enfrentará momentos complicados quando a sacerdotisa e suas companheiras descobrirem o que se passou. Não obstante, uma morte trágica abalará a personagem de maneira irreversível.

Do lado da Luz e da Escuridão…, quer dizer, dos humanos, acompanharemos a jornada dos irmãos Rian e Ellara Walker. Vivendo em meio a um grupo de nômades, os dois não se lembram de seu passado nem de seus pais, tendo apenas um avô para servir de elo entre que foi e o que ainda é. O rapaz sente que precisa provar seu valor e seu sentimento de proteção para com a irmã vai ao extremo, precisando sempre estar perto dela para garantir sua segurança. A menina, por outro lado, possui um dom muito valioso: ela tem visões do futuro. Sofrendo convulsões durante os momentos em que seu poder é ativado, ela passa por situações difíceis sozinha para garantir a sobrevivência de seu grupo.

Tudo muda, porém, quando Ellara tem uma visão diferente e alarmante: ela prevê que Morth, a Escuridão, se reerguerá e voltará para garantir sua soberania e recuperar seu poder. Sua visão preocupa o avô dos jovens, que - após uma longa discussão com os líderes do grupo - decide que os irmãos precisam seguir em missões diferentes para alertar às nações do perigo iminente. Rian segue rumo a Gradug com o avô e Tandara, uma companheira do grupo; já Ellara, acompanhada de Dorevas (um ex-pirata) e Cole (outro companheiro do grupo) seguem para o Monte Ávalus em busca da sacerdotisa.

A questão é: será que mesmo em meio a tantos conflitos ocorrendo entre os demais povos, Rian e Ellara conseguirão cumprir sua missão e alertar a todos sobre a profecia?

“Quando se está na beira do abismo, diferenças parecem insignificantes.”

Confesso que essa foi uma longa leitura.

Foram muitos conflitos e pequenas histórias acontecendo uma em meio a outra: cada capítulo sendo narrado por um personagem diferente e apresentando uma problemática diferente - isso tornou a leitura bem cansativa e complexa.

Quando o ponto de vista retornava a determinado personagem, na maioria das vezes eu já me esquecera onde o enredo dele havia parado, e precisava retornar para enfim poder prosseguir. Acredito que a intenção do autor tenha sido dinamizar a história, contudo achei que ficou muito fragmentado.

A todo momento esperava que os jovens personagens principais e suas narrativas se encontrassem e interagissem, porém isso nunca acontecia. Deixou-me um pouco agoniada esse fato, devo confessar.

Também me irritei com a estupidez de diversos personagens, muitos tomaram decisões tolas que complicavam ainda mais as suas situações em vez de serem práticos e objetivos para revsolver seus problemas. Não consegui simpatizer com eles.

No mais, foi uma leitura interessante - ainda que cansativa. Gostei da premissa e acredito que a história tenha potencial. Sei que eu quero saber se Rian e Ellara conseguirão alertar a todos e aplacar os conflitos e picuinhas entre os líderes do Fogo, da Água e da Terra por tempo o suficiente para lidarem com o perigo maior: a volta de Morth.

Também quero saber se minhas desconfianças estão corretas em achar que Rian e Ellara são a Escuridão e a Luz, respectivamente (se eu acertar essa, já podem me dar o prêmio de detetive do ano - ou não, afinal acabei de ler um livro de Agatha Christie no qual eu não consegui desvender quem era o assassino, nem no último minuto…).

Enfim, se você gosta de fantasia e tem tempo de sobra sem nada para fazer, talvez você possa dar uma chance para esta obra nacional. É um projeto extenso, de anos de produção, e no qual é possível perceber o cuidado do autor para criar cada detalhe desse universo fantástico.

“Nós somos peões nesse jogo. Marionetes, fingindo que estamos no controle, quando na verdade… estamos presos nessa teia invisível.”

Renato Lion

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