“Corre o ano de 1960 e está sendo aberto o loteamento da parte alta de Penedo. No casarão da antiga fazenda, funcionando então como o primeiro hotel do lugar, um atentado contra o banqueiro que financia o projeto deixa em polvorosa a região e os jornais do Rio de Janeiro. José Macedo, escritor resendense e redator da revista carioca Manchete, está de férias, hospedado no casarão, e segue os acontecimentos que nos levam aos pequenos povoados da Mantiqueira, na região de Visconde de Mauá. Sua capacidade de observação, para além do que indicam as aparências, é a chave para a polícia elucidar o caso.”

Editora: ———
Autor: Gustavo Praça
Ano da 1ª publicação: 2010
Ano desta edição: 2025
Gênero: Romance Policial
Páginas: 140
O ano era 1960. José Macedo era escritor, um dos melhores redatores da revista Manchete; contudo, pouco apurava dos fatos, afinal, seu estilo narrativo poético e imaginativo não satisfazia seu editor-chefe. O homem de quase 40 anos, natural de Resende, encontrava-se de férias, hospedado no hotel em Penedo quando tudo aconteceu.
Enquanto ele fumava um cigarro e contemplava a noite da janela de seu quarto, Macedo avistou um homem saindo de um bambuzal próximo, meio cambaleante, e sentar-se, ficando imóvel em seguida. Ele decide averiguar se o desconhecido estava bem… qual não foi sua surpresa ao encontrar o banqueiro Citro baleado.
Imediatamente a ambulância é chamada e chega ao local quase na mesma hora que a polícia de Resende, liderada por Pacuera - amigo de juventude do escritor. Um crime havia ocorrido ali, quem seria o culpado? Aparentemente todos os presentes possuíam um álibi… seria um crime difícil de solucionar, não fossem os olhos atentos e o faro investigativo do escritor. Macedo, enquanto estava em seu quarto observando tudo da janela, notou a presença de um cavalo baio de canelas pretas. A quem pertencia aquele animal? Difícil dizer, pois os homens que ali estavam eram membros da elite fluminense - seus cavalos eram animais de raça, caros e com um tratamento diferenciado.
O enigma se aprofunda quando Macedo nota que o cavalo desaparecera misteriosamente.
Com o passar dos dias, amigos e parceiros de empreitada do banqueiro começam a agir de maneira suspeita, saindo às pressas de Penedo para se refugiar na grande área metropolitana da cidade do Rio de Janeiro.
Aos poucos, Macedo vai juntando os pontos, adquirindo informações com as pessoas locais e o panorama da situação vai se desenhando em sua frente. Uma segunda morte, entretanto, abala as fundações da investigação policial e confunde a todos: mais um empresário, Hernandez, parceiro de negócios de Afonso, aparece morto - dessa vez, envenenado.
O que pode estar acontecendo? Quem está cometendo esses crimes e com qual motivação? É uma incógnita para os policiais, mas Macedo - com suas habilidades e presença constante na região - auxilia a desvendar o segredo. Aparições na narrativa de Toivo Uuskallio e Toivo Sunni (figuras reais na história da fundação da cidade serrana) contribuem para tornar essa ficção policial ainda mais real. Além dos personagens já mencionados, ainda podemos contar com a participação do prefeito Álvaro, Leda (esposa de Afonso), Mariana e Sinézio (caboclos naturais da região), e Elizabeth Meeyr e Rogério (um casal de hippies)
Nesta obra, Gustavo Praça se aprofunda nos recantos do princípio dessa região e, utilizando-se de recursos literários, leva o leitor em uma investigação e resolução deveras interessantes.

Esse livro foi uma surpresa de 2026.
Enquanto estava aproveitando o último final de semana de férias, no final de janeiro, em Penedo - depois de um dia de passeio de bugre, conhecendo os principais pontos da cachoeira e a fábrica de chocolate na parte alta da cidade -, paramos para almoçar e, no caixa, encontrava-se esta obra para venda. É claro que não hesitei, precisava de uma lembrança da região (e que lembrança!).
Esta é uma narrativa curta, voltada para os anos iniciais da fundação da comunidade finlandesa em Penedo, com um toque de realidade em meio a toda a ficção que engloba essa história.
É um romance policial simples - sem grandes alardes, reviravoltas ou mistérios -, mas que nos encanta e envolve na natureza, na história e no legado dessa cidade turística escondida em meio à mata serrana.
Vale a pena dar uma chance!
Gustavo Praça

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