O diário do Chaves

“Em O diário do Chaves, mergulhe na origem do personagem que cativou a todos que o assistiam - e ainda assistem - na longeva série cômica mexicana.

Conheça os caminhos que levaram o ‘garoto do oito’ à vila, sob a perspectiva dele mesmo, nesta edição que celebra os 40 anos da estreia de Chaves no Brasil!

Tinha que ser o Chaves de novo!”

Informações:

Editora: United Press

Autor: Roberto Gómez Bolaños

Ano da 1ª publicação: 1995

Ano desta edição: 2025

Gênero: Diário

Páginas: 175

“Foi sem querer querendo.”

Nesta edição comemorativa, muito mais do que apenas o Diário do Chaves, damos um mergulho por trás das cortinas que fecharam aquele palco e aprendemos sobre os segredos - apenas alguns - que rodeavam aquela produção icônica que encanta gerações desde a década de 70.

Em primeiro lugar, temos um prefácio à edição brasileira escrito por Roberto Gómez Fernández, filho de Chespirito (apelido artístico do falecido Roberto Gómez Bolaños), que fala um pouco sobre a lenda que era o criador do Chaves e sobre o que esperar da obra em questão. Em seguida, um texto escrito por Danilo Gentili, grande fã da série mexicana, representando todos os brasileiros que cresceram assistindo ao menino do oito - o humorista retrata sua infância, comum a sua geração, e explicita a influência que essa produção teve na sociedade brasileira formada na frente das telinhas do SBT. De igual modo, o revisor da obra - João Victor Trascastro - deixa seu relato, com um enfoque maior no profissional Chespirito, no processo criativo que o levou a criar esse personagem tão icônico e na evolução e sucesso do projeto. Por fim, essa parte introdutória é finalizada com uma apresentação escrita pelo próprio autor - parte que dá início ao Diário do Chaves.

A história se passa como se Roberto Bolaños tivesse conhecido um menino engraxate, que por um acaso do destino teria deixado cair o seu diário. A partir de então, o leitor tem acesso à vida de Chaves, um menino órfão, abandonado pela família, que quis tentar a sorte em um lugar melhor do que o orfanato, se envolveu com um grupo de meninos de rua desordeiros, se afastou deles após um evento trágico e foi parar em uma vila onde conheceu uma senhora idosa que morava na casa 8 e o adotou.

Chaves, então, passa a ser conhecido como “Chaves do 8”. Nessa vila ele conhece outras crianças (Quico, Chiquinha, Nhonho, Godinez, Pópis e Paty) com quem faz amizade, seus responsáveis e vizinhos (Dona Florinda, Seu Madruga, Senhor Barriga, Professor Girafales, Jaiminho e Dona Clotilde - ou como gostam de chamá-la, Bruxa do 71). Conforme as entradas do diário avançam, vamos conhecendo os relacionamentos entre esses personagens, suas motivações e rotinas.

“… a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.”

Acompanhamos o rapaz nas confusões que se mete, na sua rotina escolar e nas brincadeiras que faz com os amigos; os conflitos entre eles também. Vemos, através dos olhos do Chaves, os desentendimentos entre os adultos, seus problemas, tristezas e alegrias. Aprendemos com ele lições importantes sobre a vida, sobre relacionamentos, sobre crescimento e superação, sobre manter a chama da esperança acesa mesmo quando tudo ao seu redor faz parecer não existe saída. Encontrar alegria mesmo nos dias mais tristes.

O diário do Chaves termina suas entradas com um evento triste, a morte de um personagem querido para as crianças da série; deixando claro que o fim da vida não é o fim da história - “… é melhor guardar na memória só recordações boas. Porque aí pode vir uma inflação de felicidade.”

Um epílogo traz de volta Roberto Bolaños contando que, apesar de ter procurado pelo menino, nunca conseguiu encontrá-lo para devolver o diário. Portanto, tomou a decisão de “publicar” o diário como um livro na esperança de que um exemplar deste chegue até as mãos do Chaves, que eles possam se reencontrar, conversar e retomar a amizade que foi tão curta, mas que deixou uma marca em seu autor.

Um último registro dessa obra é feito por Florinda Meza, intérprete da Dona Florinda/Pópis e viúva do criador do seriado. Ela relata a sua experiência fazendo parte da trupe de atores, as viagens que fizeram para se apresentarem em diversos outros países da América Latina e a viagem que fizeram para os Estados Unidos, a recepção que tiveram em cada um desses locais e como tiveram que acrescentar novas datas de shows em suas visitas, pois sempre esgotavam os ingressos das apresentações e lotavam as arenas, e como - por onde passavam - recebiam amor e agradecimentos do público que, fielmente, sentava-se na frente das TVs, em família, para assistir e se divertir com Chaves e seus amigos.

“Só quero te agradecer. Agradecer infinitamente por tudo o que me ofereceu esse personagem incomparável que é o Chaves.”

Preciso acrescentar mais alguma coisa além dessa citação acima?

Acredito que todos tenham a mesma resolução quanto a esse personagem: é icônico, é atemporal, é memória afetiva e é herança geracional.

O Diário do Chaves traz um novo olhar sobre os eventos da série, seus personagens e a origem do protagonista. Lembranças de infância, em frente à TV, a música de abertura como fundo em minha cabeça foram o que a preencheram enquanto imagens dos acontecimentos narrados do diário se formavam em minha mente.

É uma viagem no tempo, é nostalgia pura. O final do diário traz uma sensação agridoce, de algo que você sabe que precisa terminar, mas que mesmo assim você gostaria que continuasse por muito tempo. Pensar em como esses personagens mudaram a vida de tantas pessoas e, principalmente, dos autores é uma viagem… Foram tantos aprendizados, tantas risadas e piadas internas…

Essa, eu diria, é uma leitura obrigatória.

“O Diário termina porque o caderno não tinha mais páginas a oferecer a este autor principiante. É claro que a vida continua. Termina o cotidiano de escrever, mas segue o cotidiano de a vida acontecer.”

Roberto Gómez Bolaños

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