“Publicado originalmente em 1847, O Morro dos Ventos Uivantes se consagrou como uma das principais obras da língua inglesa. Uma história de amor intenso, maldição e ódio: a paixão do órfão Heathcliff e Catherine Earnshaw. Ele foi adotado pelo pai de Catherine e levado para Wuthering Heights, propriedade da família. Os jovens criam fortes laços rapidamente, mas o destino conspira contra a união deles. Este foi o único romance escrito por Emily Brontë, uma obra-prima sem precedentes que ainda hoje emociona leitores de todo o mundo."

Editora: BestBolso
Autora: Emily Brontë
Ano da 1ª publicação: 1847
Ano desta edição: 2016
Gênero: Romance Gótico
Páginas: 405
O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico escrito por Emily Brontë que retrata a história de duas gerações em duas famílias vizinhas as quais possuem destinos profundamente entrelaçados.
Tudo começou na família Earnshaw, composta pelo pai e os dois filhos - Hindley e Catherine. Certa vez, o pai precisou se ausentar por um tempo devido a uma viagem de negócios que deveria realizar em Londres. As crianças incontroláveis, requisitavam a presença do homem constantemente, até o dia do seu retorno, com a expectativa de presentes; o que eles não esperavam era que o pai retornasse com um menino franzino e de aparência estranha. Aparentemente órfão e sem saber se comunicar, a criança recebe o nome de Heathcliff.
Inicialmente, o recém-chegado foi rejeitado por ambas as crianças Earnshaw, sofrendo bullying de todos os lados. Contudo, era sempre favorecido pelo responsável que o acolhera. Tal preferência criou um sentimento de antipatia e rivalidade entre Hindley e Heathcliff. O herdeiro tratava-o com violência e o mais jovem sofria tudo calado, sem pronunciar um “ai”. Catherine ao presenciar tais cenas, começa a simpatizar com o menino e, aso poucos, uma forte amizade cresce entre eles.
Após muitos desentendimentos com o pai, Hindley é mandado para Londres, onde fica por muitos anos - só retornando com a morte do pai, para assumir o controle da propriedade. Enquanto esteve fora, os laços entre Catherine e Heathcliff se estreitaram, com uma cumplicidade florescendo entre eles por conta de suas travessuras e brincadeiras. Conforme eles cresciam, também os sentimentos que sentiam amadureciam.
Tudo muda com a morte do pai e o retorno de Hindley. Heathcliff passa a ser ridicularizado e assumir funções consideradas de servo na propriedade, e sua interação com Catherine passa a ser proibida - não que isso os impedisse de estarem próximos um do outro. Os dois adolescentes semrpe fugiam para se divertirem pelos morros que rodeavam a propriedade dos Earnshaw, e em uma dessas escapadas eles se aproximaram da propriedade vizinha que pertencia à família Linton.
Depois de uma breve confusão - Catherine e Heathcliff estavam rindo e zombando das crianças Linton (Edgar e Isabella) e, em seguida, foram perseguidos pelos cachorros da família -, a menina é levada para dentro da propriedade vizinha para ser cuidada após ter sua perna mordida por um dos cães de guarda. Nesse período ela desenvolveu uma gripe forte que a manteve ainda mais tempo sendo paparicada pelos Linton.
Quando Catherine recupera a saúde e retorna para sua casa, é uma menina completamente diferente da que Heathcliff conhecia. Com trejeitos de uma moça da alta sociedade, ela agora, por desejo de impressionar os Linton, evitava interagir tanto com seu amigo de infância. Ela tentara de tudo para fazer com que os dois rapazes se tolerassem, mas Heathcliff desprezava a fragilidade de Edgar, e este por sua vez abominava a presença dominante do outro.
Não passa muito tempo depois disso para que Edgar comece a cortejar Catherine e, sem delongas, a pede em casamento. Com sentimentos conflitantes em si, a jovem se aconselha com Nelly, uma das funcionárias da propriedade que cresceu com todos eles e presenciou cada etapa da vida desses personagens. Em meio a um desabafo, Heathcliff escuta tudo o que a menina revela e, encolerizado, foge para longe… e não retorna por muito tempo.
Quando Heathcliff volta, que surpresa para todos os envolvidos: Catherine está casada com Edgar, Hindley perdeu a esposa, e o filho crescera um bruto por falta de interesse do pai em sua educação; já o próprio Heathcliff, bem… este voltara extremamente rico, e ninguém sabia como ele conseguira isso.
O homem faz diversas visitas à Catherine em sua nova mansão - para o desagrado de Edgar. Infelizmente, Nelly acabava sendo envolvida nesses encontros por conta de sua patroa. Pior ainda, Isabella se encantara pelo novo Heathcliff, o que estava causando inimizade e antipatia entre as cunhadas. Diversas brigas são desencadeadas por essas situações e envolvimentos desagradáveis. Para desgosto de Catherine, após uma grande briga entre ela e Heathcliff, o mesmo decide fugir com Isabella apenas para provocá-la. Pobre menina, não sabia no que estava se metendo quando aceitou o convite… mas ela entenderia, mais cedo ou mais tarde.
Alguns meses se passam sem notícias dos fugitivos, Catherine enfrenta mais uma enfermidade - Nelly supõe que era a tal gripe que acamara a moça quando ainda adolescente e que levara os pais de Linton à morte. Para agravar ainda mais a situação, descobrimos que a mulher estava grávida.
Hindley, que afundara na bebida, por conta de seu vício em jogo, perde a propriedade para Heathcliff que, após a morte de seu inimigo, retorna para a propriedade com sua nova esposa. Os dois casais (Catherine e Edgar, e Heathcliff e Isabella) passam a viver separados, ainda que a linha do destino mantenha Catherine e Heathcliff interligados. Algum tempo depois, nascem Catherine e Linton, respectivamente. O menino fora criado longe do pai, já a mocinha foi criada sem a mãe, que perdera em seu nascimento.
Edgar prometeu à irmã que não permitiria que o cunhado se aproximasse do sobrinho, porém ao saber da presença do herdeiro, com grandes expectativas, Heathcliff manda buscá-lo. Sem poder enfrentar o rival, Edgar acaba permitindo que Linton fosse para a propriedade dos Earnshaw, onde sua personalidade mesquinha e egoísta é ainda mais cultivada. Sem poder maltratar fisicamente o filho por sua saúde frágil, Heathcliff desconta toda a sua raiva no filho de Hindley, Hareton, apesar de ter mais apreço por este do que pelo próprio filho.
Com o crescimentos desta nova geração, um novo triângulo amoroso será formado entre os primos. Encantada pela fragilidade e dependência de Linton, Cathy se afeiçoa a ele sem perceber que estava sendo manipulada. Linton não gostava realmente dela, só tentava seduzí-la para agradar ao pai que estava de olho na propriedade vizinha como forma de vingança. Enquanto isso, Hareton apaixonara-se à primeira vista, contudo, sua personalidade bruta e sem educação repelia a prima. Apesar de todos os avisos e tentativas de proteção vindas de seu pai e de Nelly, Cathy, imatura ainda, cai como um patinho na armadilha de Heathcliff e, sem seu pai saber da real situação, cassa-se forçada com Linton.
Com a saúde debilitada, Edgar falece pensando que a filha estaria segura e protegida. Ledo engano, afinal, Linton também falecera pouco depois do casamento devido a sua saúde delicada; agora, Cathy estava sozinha e presa com grilhões à propriedade dos Earnshaw, tendo por companhia apenas Heathcliff, Hareton e Joseph - servo fiel e grosseiro da família. E é neste cenário que iniciamos a história, afinal, dono de ambas as propriedades, Heathcliff alugava a mansão dos Linton com o objetivo de enriquecer cada vez mais. E o mais recente inquilino era o jovem senhor Lockwood que, curioso por aquelas figuras estranhas que habitavam a propriedade vizinha, procura saber mais sobre suas histórias e seu passado; é em Nelly que ele encontra uma fiel e sábia testemunha de todos os eventos que rodearam ambas as mansões.
E, assim, junto a Lockwood, embarcamos em uma viagem ao passado para conhecer estas figuras que assombram os morros uivantes das propriedades e aprendemos sobre as relações que os mantém presos uns aos outros mesmo após a morte.

Eu li essa obra pela primeira vez quando tinha 19 anos e estava na faculdade. Reli esta obra com 25, já formada e trabalhando em sala de aula há 5 anos… minha opinião não mudou…
É uma obra clássica, um enredo realmente atemporal, com uma escrita majestosa de Emily Brontë, muito atenta aos detalhes e com o uso meticuloso dos elementos góticos para ambientar a narrativa e acrescentar uma camada de sobrenatural à essência da história… e ainda assim eu não consigo gostar…
Não é nada contra a obra em si, mas aos personagens. O relacionamento entre Catherine e Heathcliff me incomoda bastante. A relação entre os dois era claramente uma de dependência emocional e, sinceramente?, era algo tóxico onde eles precisavam atingir um ao outro, mesmo que fosse de maneira negativa e danosa, para conseguir causar uma reação e sentir que o outro ainda se importava.
Além disso, devido a todos esses emaranhados que os pais causaram, os filhos também se encontraram presos a essa teia de relações abusivas. Será que eles conseguirão escapar dessa sina e ter um final feliz?
Bem… para saber o que vai acontecer, só lendo e aprendendo, assim como Lockwood, com a narrativa de Nelly.
Boa leitura!
Emily Brontë

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